Integração da Gestão de Recursos Hídricos com a Gestão de Risco de Desastres Tecnológicos
O caso do desastre de Mariana e da bacia do rio Doce
Palavras-chave:
Recursos Hídricos, Desastres causados pelo homem, Gestão de riscos, Rompimento da Barragem de Mariana, Rio Doce, Bacia HidrográficaResumo
O colapso da barragem de rejeitos de Fundão em 2015 teve consequências graves para a bacia do rio Doce, no Brasil, reconhecido como um dos maiores desastres relacionados a barragens do mundo. A legislação brasileira estipula que eventos adversos que afetam os recursos hídricos, incluindo desastres tecnológicos (DTs), devem ser tratados em nível de bacia. No entanto, a integração eficaz da Gestão de Recursos Hídricos (GRH) e da Gestão de Riscos de Desastres Tecnológicos (GRDT) no planejamento hídrico ainda é incomum, com poucas pesquisas disponíveis. Este estudo busca compreender e promover a integração entre GRH e GRDT. A bacia do rio Doce serve como um estudo de caso, com uma análise do impacto dos TDs no Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH Doce) desde sua criação em 2010 até a revisão de 2023. Examinamos se a integração GRH-GRDT foi incluída nos Termos de Referência para ambas as edições. Uma análise SWOT revelou que a GRDT não havia sido incorporado ao PIRH e, apesar da escala dos desastres, apenas ajustes mínimos foram feitos. Isso destaca a necessidade de os DTs serem explicitamente abordados nos Termos de Referência futuros. As diretrizes propostas neste estudo visam apoiar a integração GRH-GRDT em bacias hidrográficas que enfrentam vulnerabilidades semelhantes às da bacia do rio Doce.
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