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RBRH
Revista Brasileira de Recursos Hídricos
Brazilian Journal of Water Resources

ISSN 2318-0331

VOLUME. 11 - Nº. 4 - OUT/DEZ - 2006
ARTIGO
Metodologia para Previsão Sazonal de Vazões na Bacia do Alto Rio São Francisco, Incorporando as Estimativas das Prováveis Trajetórias Temporais de Precipitação Associadas às Condições de Indicadores Climáticos
Resumo:
Este artigo apresenta uma proposta metodológica para definição das prováveis trajetórias de precipitação para aplicação da técnica ESP (Extended Streamflow Prediction) na bacia do Alto São Francisco. A metodologia visa utilizar os resultados de um modelo de previsão probabilística, por categorias, de precipitações semestrais que usa como preditores alguns indicadores climáticos, tais como, anomalias de temperatura da superfície do mar em diferentes regiões dos oceanos e o índice de Oscilação Sul (SOI). As previsões desse modelo são empregadas para estabelecer uma curva de freqüência para cada ano em que se realiza a previsão e, a partir dela, gerar as trajetórias de precipitações a serem simuladas. A idéia básica da definição da curva anual de freqüência é a de que a variável aleatória, precipitação semestral, é oriunda de uma distribuição mista de probabilidades, cujas ponderações marginais são os resultados do modelo de previsão probabilística por categorias. A curva anual de freqüência permite a estimativa das alturas de chuva semestrais associadas a diferentes probabilidades de excedência, as quais são distribuídas temporalmente por meio de hietogramas adimensionais. As trajetórias de precipitação são utilizadas como entradas do modelo chuva-vazão MSD-30, em intervalo mensal. A verificação dos resultados da previsão de longo termo de vazões mensais em cinco estações fluviométricas da bacia do Alto São Francisco foi realizada comparando os índices de Half-Brier calculados para as vazões simuladas e os obtidos caso fosse utilizada apenas a previsão climatológica. Além disso, também foi avaliada a confiança das previsões realizadas, a qual é definida como a probabilidade das vazões mensais observadas estarem contidas em intervalos de previsão. Os resultados alcançados mostraram que a metodologia elaborada para a definição da entrada de dados da técnica ESP representa um avanço, pois permite incorporar, no cálculo da curva de freqüência, as informações dos indicadores climáticos, não levando em consideração a simplificação usual de que as observações do passado são equiprováveis de ocorrer no futuro, pois a curva de freqüência irá se alterar em função das informações dos indicadores climáticos.  
Palavras-chave: previsão hidrológica; Extended Streamflow Prediction (ESP); distribuições mistas. 

 

 

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