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A Análise de Viabilidade das Pequenas Centrais Hidrelétricas e o Conceito de Envoltórias de Vazão: Uma Abordagem Estocástica dos Recursos Hídricos

Aloysio Portugal Maia Saliba


Carlos Barreira Martinez
martinez@cce.ufmg.br

Bruno Rabelo Versiani
versiani@ehr.ufmg.br

Resumo

Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), no Brasil, são aquelas cuja potência instalada não ultrapassa 30 MW, e o seu lago tem uma área máxima de 3 km2 para a cheia centenária. Devido aos custos envolvidos, o Governo Federal do Brasil incentivou a sua exploração por grupos empresariais privados.
Os estudos de viabilidade de PCHs tratam sobretudo da definição de uma série de vazões para determinar a vazão de 95% de permanência. O Manual de PCH (ELETROBRÁS, 2000) considera esse valor como aquele que deve ser usado a fim de avaliar a produção de energia. Assim, o mesmo tem um impacto profundo sobre o pagamento do investimento. Portanto, esta metodologia não leva em conta a variabilidade de vazões e o seu impacto sobre os estudos de viabilidade.
O autor sugere o uso de modelos estocásticos juntamente com estudos de viabilidade, considerando que é importante buscar simplicidade e baixos custos, e determinar as conseqüências da variabilidade de vazão nesses estudos. Os resultados mostram que o uso de vazões baixas a fim de reduzir a influência da sua variabilidade sobre a definição de potência, não significa estender este comportamento aos estudos de viabilidade. No estudo de caso desenvolvido, o ponto onde esse comportamento começa a exercer um efeito sobre os estudos é a vazão de 70%, muito diferente daquela sugerida pelo manual de PCH.

Palavras-chave: PCH; modelos estocásticos.



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