Coordenador: Otto Corrêa Rottuno Filho - otto@hidro.ufrj.br
Em seu informe a CT - Hidrologia Subterrânea destaca duas questões centrais:
1. Quais são as variáveis estratégicas chaves para colocação em prática efetiva da nova lei de recursos hídricos/gestão descentralizada de bacias hidrográficas/obtenção de recursos públicos/ privados adicionais para apoiar projetos municipais/ regionais/ empresariais?
2. Qual é a importância estratégica da hidrologia na graduação/pós-graduação em engenharia no papel de fronteira avançada de uma nova concepção de capacitação/ diagnóstico estratégico ambiental multidisciplinar, a ser posteriormente multiplicado pela associação brasileira de recursos hídricos para todo o país?
Para as respostas devidas, o primeiro item analisado pela CT – Hidrologia Subterrânea aborda o Contexto Hidrológico, em suas três esferas, a saber: atmosférica, terrestre e oceânica. Nas últimas décadas, significativos avanços têm sido obtidos nesse campo, notadamente com o desenvolvimento de modelos de simulação. No entanto, cabe ressaltar que a modelagem hidrológica com base física não deve estar dissociada do contexto de sua aplicação: a bacia hidrográfica e o seu respectivo gerenciamento. Nesse sentido, o documento da CT – Hidrologia Subterrânea enfatiza a necessidade de uma visão abrangente e abordagem multidisciplinar, como o estado da arte em gerenciamento de recursos hídricos no limiar do Século XXI.
Analisados sob uma visão sistêmica, os mananciais subterrâneos são tradicionalmente utilizados como fontes de abastecimento de água para o uso doméstico, industrial ou agrícola. A qualidade de suas águas, aliada à facilidade de extração em locais em escassez de águas de superfície, tem sido um fator importante e decisivo para o desenvolvimento de sistemas de extração em larga escala e de reduzidos custos visando satisfazer, quase sempre, demandas cada vez mais elevadas. A qualidade e quantidade das águas subterrâneas, entretanto, podem ser comprometidas caso a exploração não seja fundamentada em estudos preliminares de planejamento e uso sustentável dos mananciais.
Sob essa perspectiva, a Comissão reconhece que o Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) adota programas regionais que são desenvolvidos em unidades geográficas, onde os limites não necessariamente coincidem com o de uma bacia geográfica, e que requerem ações específicas à natureza de problemas regionais, como, por exemplo, as águas subterrâneas e as zonas costeiras.
Finalmente, destacam-se, a seguir, as principais linhas de pesquisa a serem perseguidas no tratamento científico da CT - Hidrologia Subterrânea:
Principais atividades no biênio 2008-2009:
Criação do fórum da Comissão de Hidrologia Subterrânea da Associação Brasileira de Recursos Hídricos e agenda propositiva de pesquisa para a década da Hidrologia Subterrânea no Brasil (2009-2019).
Organização de mesa-redonda sobre hidrologia subterrânea no II Simpósio de Recursos Hídricos Sul-Sudeste (ABRH-RJ - 12 a 17 de outubro de 2008) na temática “Modelagem, contaminação, remediação e avaliação de risco”-
Coordenação: Otto Corrêa Rotunno Filho e palestrantes: Prof. Manoel de Melo Maia Nobre (UFAL) e Dr. Martinus Th. Van Genuchten (USDA; Prof. Visitante(COPPE/UFRJ)
Organização e esforços para a produção da Série Hidrologia Subterrânea no Brasil, onde já foram recolhidos textos que se encontram em análise para composição do primeiro livro da série.