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A ABRH mantém atualmente seis comissões técnicas que buscam reunir os associados em torno de um interesse específico dentro de áreas relevantes dos recursos hídricos. As comissões atuam organizando simpósios, cursos, palestras e publicações em suas áreas de interesse. Além disso, procuram atuar dentro do contexto nacional na busca de consenso na solução de problemas relevantes. As comissões atuais são:
Comissão Técnica - Ambientes Costeiros - Reúne os profissionais interessados no desenvolvimento e pesquisa do ambiente costeiro.
Coordenação: Thereza Rosso -
rosso@uerj.br
Neste ano, o principal foco da Comissão é a realização do IV
CONGRESSO sobre PLANEAMENTO E GESTÃO das ZONAS COSTEIRAS dos PAÍSES de
EXPRESSÃO PORTUGUESA, organizado como nos demais eventos, com
parceirias entre a ABRH e APRH. Este evento será realizado entre
17 a 19 de outubro, em Funchal na Ilha da Madeira, tendo como temática
principal: A ESPECIFICIDADE DOS TERRITÓRIOS INSULARES. Há um Boletim
elaborado com maiores informações sobre o Evento.
Outra atividade importante é a elaboração de um Glossário de Termos
Técnicos na área de Ambientes Costeiros também realizado em parceira
com
pesquisadores portugueses. A Coordenadora da CT propõe que esse Glossário
seja lançado oficialmente no IV Congresso, onde seria apresentado uma
home page do projeto, vinculado aos sítios eletrônicos da ABRH e APRH.
Nesse sentido, foi feito contato com o Museu da Lingua Portuguesa em São
Paulo, que manifestou interesse sobre o Glossário, sendo possível
algum tipo de parceria para a edição.
Ainda quanto aos eventos de Zonas Costeiras, a proposta do grupo de
trabalho, desde a gestão do Prof. Almi Cirilo, é de que o mesmo se
realize a cada dois anos em continentes diferentes. Assim, caso seja viável,
espera-se que o V Congresso seja realizado no Brasil. A proposta e o
Convite formal, caso esteja dentro das possibilidades da ABRH, deverá
ser apresenta oficialmente em Funchal, com a previsão de realização
do evento em outrubro de 2009.
Vale lembrar aqui que, dado a temática, o Congresso deve ocorrer em
algum dos estados costeiros brasileiros, sendo importante destacar que
os estados do Nordeste são os mais indicados, pelo custo mais barato e
proximidade com o continente europeu.
Finalmente, a CT - AMBIENTES COSTEIROS apresentou duas propostas para o
Simpósio Nacional deste ano:
(i) a realiação de uma Mesa Redonda abordando o Tema da Gestão
Integrada de Recursos Hídricos e Zonas Costeiras, como assunto atual,
ainda em estágio recente com a criação da Câmata Técnica de Integração
junto ao CNRH; e,
(ii) Palestra coma Profa. Enise Valentine, sobre o uso de obras de
proteção costeira, como elemento de valorização do ambiente,
agregando a elas o valor da surfabilidade. O projeto de uma estrutura
desse tipo destinada à praia de Ipanema (Rio de Janeiro) está sendo
desenolvido pela Profa. e foi premiado pelo Programa Rio-Inovação,
fomentado pela FAPERJ - Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio
de Janeiro. Considerando o cenário de mudanças climáticas globais e a
conseqüente elevação do nível médio relativo do mar, esse projeto
tem sido alvo de interesse de empresas ligadas a obras de proteção
costeira, existindo inclusive a possibiidade do financiamento da construção
de um protótipo, sob contrato de risco. Isso significa que o primeiro
fundo artificial para surfe do Brasil (ou "surfódromo" - como
chamamos aqui no Rio) poderá estar funcionando ainda em 2007.
Comissão Técnica - Engenharia de Sedimentos - No ano de 2007 foram
realizadas três importantes atividades pela Comissão de Sedimentos da
ABRH. A primeira, e mais importante, foi à realização do tradicional Encontro
Nacional de Engenharia de Sedimentos realizado na sua sétima
edição. O encontro teve como tema “Sedimentos o desafio da
multidiciplinaridade” e contou com a participação de 150 pessoas onde
foram apresentados 77 trabalhos científicos que refletem o esforço que a
comunidade científica tem dedicado a este assunto.
Conjuntamente com a apresentação dos trabalhos científicos foram
realizados conferências contando com a participação de palestrantes
internacionais e várias mesa de discussões onde foram tratados assuntos
como a demanda por informações na área de sedimentologia fluvial e também
dos problemas ambientais relacionados com os sedimentos. Também paralelo
ao encontro foram realizados dois mini-cursos onde foram tratados assuntos
sobre Qualidade de Sedimentos e qualidade da água e outro sobre uso de
equipamentos sônicos para medição de descarga sólida de sedimentos em
suspensão. Por ocasião do encontro foi lançado também um CD onde se
procurou reunir todos os trabalhos até agora apresentados desde o primeiro
ENES.
A segunda principal atividade da Comissão de Sedimentos da ABRH foi à
realização de um curso sobre Atualização
em Sedimentometria Fluvial. Este curso teve como instrutores três
pesquisadores do United States Geological Survey (USGS) e contou com a
participação de alunos de diferentes Universidades brasileiras, Agência
Nacional das Águas e CPRM.
Como terceira realização tivemos também a criação da uma página WEB
onde estamos organizando informações referentes a Comissão como cursos e
informações sobre laboratórios de Sedimentologia. Para o ano de 2008 a
Comissão de Sedimentos pretende continuar aperfeiçoando esta página
incluindo informações didáticas sobre a importância dos Sedimentos no
Brasil quanto aos aspectos sócio-econômico e ambientais. Também se
pretende incluir nesta página algumas publicações da área.
Para o ano de 2008 está previsto o lançamento de uma publicação da
Comissão que irá constar alguns artigos apresentados no VII Encontro
Nacional de Engenharia de Sedimentos e que foram selecionados pela
qualidade científica desses trabalhos.
(Coordenação: Gustavo Merten)
Página da
Comissão de Engenharia de Sedimentos.
Comissão Técnica - Águas Urbanas - Nos últimos anos, a Comissão
Técnica das Águas Urbanas tem sido uma das mais atuantes, com destaque
para a promoção de oficinas e simpósios voltados a um dos temas mais
relevantes para a gestão dos recursos hídricos no Brasil. De fato, a
importância do controle da poluição de mananciais e de rios e córregos
que drenam as cidades brasileiras, assim como os problemas recorrentes de
drenagem, ambos sempre relacionados à formas inadequadas de ocupação por
famílias de baixa e baixíssima renda, assentadas em áreas de risco e
fundos de vale, todos esses fatores conformando quadros críticos
sobrepostos, demandam intervenções intergradas, de grande complexidade,
com resultados que só virão em médio e longo prazos, como resultados de
ações continuadas.
Assim, a CT - ÁGUAS URBANAS centrou suas atenções:
(i) em 2006, no desenvolvimento de projeto para subissão ao JCUD
(Joint Committee on Urban Drainage) para organização do 12.o ICUD
(International Conference on Urban Drainage), a ser realizado em Porto
Alegre em 2007. O projeto foi aprovado e os encaminhamentos para sua
organização já estão sendo feitos. Este evento deverá contar com uma
participação bastante efetiva de associados da ABRH;
(ii) em 2007, na organização do VII ENAU, cuja chamada de trabalhos já
está disponível no site www.eesc.usp.br/vii-enau.
Durante o VII ENAU, alguns participantes da organização do ICUD estarão
presentes, já trabalhando na organização do evento. O planejamento de
atividades prevê, inicialmente, que o próximo ENAU seja realizado em
Porto Alegre, em 2009, como uma prévia para o ICUD.
(iii) A CT-ÁGUAS URBANAS está tentando, ainda, publicar alguns trabalhos
que foram selecionados durante o VI ENAU em Belo Horizonte. A idéia é que
o lançamento desta publicação ocorra ainda durante o VII ENAU.
(Coordenador: Valdimir Caramori - )
Comissão Técnica - Hidrologia Subterrânea -
Coordenação: Otto Rottuno -
otto@hidro.ufrj.br).
Em seu informe a CT - Hidrologia Subterrânea
destaca duas questões centrais:
1. Quais são as variáveis estratégicas
chaves para colocação em prática efetiva da nova lei de recursos hídricos/gestão
descentralizada de bacias hidrográficas/obtenção de recursos públicos/
privados adicionais para apoiar projetos municipais/ regionais/
empresariais?
2. Qual é a importância estratégica da
hidrologia na graduação/pós-graduação em engenharia no papel de
fronteira avançada de uma nova concepção de capacitação/ diagnóstico
estratégico ambiental multidisciplinar, a ser posteriormente multiplicado
pela associação brasileira de recursos hídricos para todo o país?
Para
as respostas devidas, o primeiro item analisado pela CT – Hidrologia
Subterrânea aborda o Contexto Hidrológico, em suas três esferas, a
saber: atmosférica, terrestre e oceânica. Nas
últimas décadas, significativos avanços têm sido obtidos nesse campo,
notadamente com o desenvolvimento de modelos de simulação. No
entanto, cabe ressaltar que a modelagem hidrológica com base física não
deve estar dissociada do contexto de sua aplicação: a bacia hidrográfica
e o seu respectivo gerenciamento. Nesse sentido, o documento da CT –
Hidrologia Subterrânea enfatiza a necessidade de uma visão abrangente e
abordagem multidisciplinar, como o estado da arte em gerenciamento de
recursos hídricos no limiar do Século XXI.
Analisados
sob uma visão sistêmica, os mananciais subterrâneos
são tradicionalmente utilizados como fontes de abastecimento de água para
o uso doméstico, industrial ou agrícola. A qualidade de suas águas,
aliada à facilidade de extração em locais em escassez de águas de
superfície, tem sido um fator importante e decisivo para o desenvolvimento
de sistemas de extração em larga escala e de reduzidos custos visando
satisfazer, quase sempre, demandas cada vez mais elevadas. A qualidade e
quantidade das águas subterrâneas, entretanto, podem ser comprometidas
caso a exploração não seja fundamentada em estudos preliminares de
planejamento e uso sustentável dos mananciais.
Sob
essa perspectiva, a Comissão reconhece que o Plano
Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) adota programas regionais que são
desenvolvidos em unidades geográficas, onde os limites não
necessariamente coincidem com o de uma bacia geográfica, e que requerem ações
específicas à natureza de problemas regionais, como, por exemplo, as águas
subterrâneas e as zonas costeiras.
Finalmente,
destacam-se, a seguir, as principais linhas de pesquisa a serem perseguidas
no tratamento científico da CT - Hidrologia Subterrânea:
• interações entre águas
superficiais e hidrologia subterrânea;
• aspectos mercadológicos das águas
minerais;
• estudos de vulnerabilidade de aqüíferos;
• escoamento e hidrogeoquímica de
sistemas de água subterrânea não contaminados;
• estudos isotópicos da origem e idade
da água subterrânea;
• movimento da água, gás e solúveis
em zonas não saturadas;
• medida e interpretação de parâmetros
de transporte de contaminantes;
• modelagem matemática de escoamento
subterrâneo ou transporte de contaminantes em sistemas não fraturados;
• características hidrogeológicas e
modelagem do transporte de soluto em meios porosos fraturados;
• técnicas e instrumentação para
monitoramento hidrogeológico;
• geoquímica na presença de água e métodos
analíticos;
• estudos hidrogeológicos e hidroquímicos
em aterros sanitários, locais com derramamento e sistemas sépticos;
• aspectos hidrogeológicos e hidroquímicos
na disposição de resíduos radioativos;
• hidrogeologia e hidrogeoquímica
relacionada com resíduos de minas.
Comissão Técnica - Comissão de Energia - Coordenadora Luiza Cristina Krau de Oliveira
A primeira informação relevante sobre a CT - Energia refere-se à reestruturação da Comissão, agora sob a coordenação da Dra. Luiza Cristina Krau de Oliveira. A CT foi recomposta com os seguintes participantes:
Angela Livino - EPE - angela.livino@epe.gov.br
Mônica da Hora - COPPE/UFRJ - dahora@rionet.com.br
Fernada - CEPEL - fernanda@cepel.br
Damázio - CEPEL - damázio@cepel.br
Guilhon - ONS - guilhon@ons.org.br
Mário Tadeu - USP - mtbarros@usp.br
Paulo Sérgio - UNICAMP - franco@fec.unicamp.br
Sónali - CHESF - sonali@chesf.gov.br
Arlete Rodarte - ELETROBRÁS - rodarte@eletrobras.com
Martha Sugai - COPEL - martha.sugai@copel.com
Luiza Cristina - FURNAS - lckrau@furnas.com.br (Coordenadora)
Sobre os trabalhos da Comissão, encontra-se em debate e em início de elaboração um documento que será apresentado no Simpósio Norte - Centro-Oeste (Jun/2007) e no Simpósio Nacional da ABRH (Nov/07), sobre a Matriz de Energia Elétrica do país e Uso Múltiplo dos Recursos Hídricos. Dentre os itens que serão abordados, incluem-se:
Matriz Energética Nacional (foco na geração de energia elétrica);
Participação regional na Matriz;
Interação entre Políticas Públicas Setoriais;
Principais impactos sociais e ambientais das fontes de geração de energia;
Custos de produção e impactos tarifários para a produção de energia;
Cenários com projeções de demandas por energia no país;
Usos múltiplos da água e geração de energia.
Outros temas complementares, alguns de interesse regional mais específico (Usinas do Rio Madeira, p. ex.), também devem ser abordados.
Comissão Técnica - Gestão de Recursos Hídricos - Busca promover a informação e o debate dos aspectos institucionais e econômico-financeiros referentes ao gerenciamento de recursos hídricos, mediante a discussão disponibilizada on-line na Lista de Gestão.
Coordenação: Anyônio Eduardo Lanna.
Comissão Técnica - Hidrologia do Semi-Árido - Coordenador Alain
Silas
No Simpósio Nacional de Recursos Hídricos em Curitiba, foi formalizada oficialmente a intenção de constituir uma nova comissão técnica da ABRH: Hidrologia do Semi-árido. No último dia 26/01/2007 o grupo dessa CT realizou uma reunião bastante produtiva na qual foi decidido:
1) realizar um workshop intitulado: "Modelagem hidrológica distribuida: uso de sensoreamento remoto; acoplamento com modelos de circulação atmosférica. A data prevista é de 9 a 11 de Maio 2007. O workshop será realizado em Natal;
2) consolidar as atividades da REHISA (Rede de Hidrologia do semi-árido) no âmbito do projeto BEER (Bacias Experimentais e Representativas) financiado pela FINEP, que abrange 07 grupos de pesquisas, através da realização de um encontro nos dias 11 e 12 de Abril em Campina-Grande, com o intuito de montar um sistema comum de informações utilizando as novas tecnologias de informação (TI);
3) dar início aos trabalhos do projeto de Cooperação Internacional para a região Semi-Árida, CISA, através da realização de um seminário internacional em Gravatá (PE), provavelmente no mês de Setembro.
O grupo continua também a trabalhar sobre um livro de Hidrologia das regiões semi-áridas, sob a coordenação do Prof. Righetto, voltado a cursos de graduação. A intenção é lançar este livro no próximo Simpósio Nacional.
Comissão Técnica - Hidrometria - Coordenador Paulo Everardo Muniz
Gamaro
Esta Comissão foi aprovada no Simpósio de Aracaju sob o formato de Grupo de Estudos Doppler. No Simpósio de Curitiba foi ampliada para Hidrometria, o que revela que os profissionais voltados ao tema vem trabalhando a, pelo menos, 06 anos.
Em João Pessoa foram apresentados documentos que padronizam a Medição e a Analise desse tipo de aferição de vazões, que tende a substutuir as medições convencionais (molinete etc...). Foi tambem realizado o I Curso de Medição de Vazão Doppler, com o patrocinio da ANA e de ITAIPU. O Grupo, agora como CT, tem propiciado um envolvimento maior da ABRH no processo de transição do tipo de aquisiçao de dados básicos, assegurando maiores garantias na qualidade de informações básicas.
Em 2006, a CT de Hidrometria viabilizou o II Curso de Medição de Vazão Doppler, patrocinado pela ANA, Itaipú e pela EPAGRI/SC, com o módulo básico de de operação destes medidores. Também foi ministrado um mini curso destes aparelhos, com enfase em sedimentos, no ENES, ocorrido no final de 2006.
Para o exercício de 2007 estão previstos mais um curso do modulo basico e o primeiro modulo avançado, igualmente sobre os auspicios da ANA, Itaipú e EPAGRI, assim como, a apresentação do modulo basico para duas universidades. Em adição, estão sendo feitos estudos comparativos de diferentes frequencias, também para molinetes e estudos para correção em caso de fundo móvel.
Todas essas atividades geram relatorios e/ou trabalhos técnicos que têm sido apresentados nos Simpósios da ABRH e/ou no exterior.
Para o Simpósio de 2007, estuda-se uma mesa redonda ou um espaço adicional para que estes trabalhos sejam mais amplamente divulgados.
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