EVENTOS
IX Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste VIII Encontro Nacional de Engenharia de Sedimentos VIII Encontro Nacional de Águas Urbanas II Simpósio de Recursos Hídricos do Sul-Sudeste

  Revista RBRH



  Livros ABRH
Coleção ABRH Volume 10 - Análise de Risco em Recursos Hídricos Aplicando Redes Neurais - Um Guia Completo Modelos Hidrológicos Segunda Edição Revisada e Ampliada Clima e recursos Hídricos no Brasil Seleção Ambiental de Barragens: Análise de Favorabilidades Ambientais em Escala de Bacia Hidrográfica Hidraulica Fluvial (Rui Carlos Vieira da Silva, Flavio Cesar Borba Mascarenhas e Marcelo Gomes Miguez)

  Comissãoes Técnicas



A ABRH mantém atualmente seis comissões técnicas que buscam reunir os associados em torno de um interesse específico dentro de áreas relevantes dos recursos hídricos. As comissões atuam organizando simpósios, cursos, palestras e publicações em suas áreas de interesse. Além disso, procuram atuar dentro do contexto nacional na busca de consenso na solução de problemas relevantes. As comissões atuais são:

Comissão Técnica - Ambientes Costeiros - Reúne os profissionais interessados no desenvolvimento e pesquisa do ambiente costeiro. Coordenação: Thereza Rosso - rosso@uerj.br

Neste ano, o principal foco da Comissão é a realização do IV CONGRESSO sobre PLANEAMENTO E GESTÃO das ZONAS COSTEIRAS dos PAÍSES de EXPRESSÃO PORTUGUESA, organizado como nos demais eventos, com parceirias entre a ABRH e APRH. Este  evento será realizado entre 17 a 19 de outubro, em Funchal na Ilha da Madeira, tendo como temática principal: A ESPECIFICIDADE DOS TERRITÓRIOS INSULARES. Há um Boletim elaborado com maiores informações sobre o Evento.

Outra atividade importante é a elaboração de um Glossário de Termos Técnicos na área de Ambientes Costeiros também realizado em parceira com
pesquisadores portugueses. A Coordenadora da CT propõe que esse Glossário seja lançado oficialmente no IV Congresso, onde seria apresentado uma home page do projeto, vinculado aos sítios eletrônicos da ABRH e APRH. Nesse sentido, foi feito contato com o Museu da Lingua Portuguesa em São Paulo, que manifestou interesse sobre o Glossário, sendo possível algum tipo de parceria para a edição.

Ainda quanto aos eventos de Zonas Costeiras, a proposta do grupo de trabalho, desde a gestão do Prof. Almi Cirilo, é de que o mesmo se realize a cada dois anos em continentes diferentes. Assim, caso seja viável, espera-se que o V Congresso seja realizado no Brasil. A proposta e o Convite formal, caso esteja dentro das possibilidades da ABRH, deverá ser apresenta oficialmente em Funchal, com a previsão de realização do evento em outrubro de 2009.
Vale lembrar aqui que, dado a temática, o Congresso deve ocorrer em algum dos estados costeiros brasileiros, sendo importante destacar que os estados do Nordeste são os mais indicados, pelo custo mais barato e proximidade com o continente europeu.

Finalmente, a CT - AMBIENTES COSTEIROS apresentou duas propostas para o Simpósio Nacional deste ano:
 
(i) a realiação de uma Mesa Redonda abordando o Tema da Gestão Integrada de Recursos Hídricos e Zonas Costeiras, como assunto atual, ainda em estágio recente com a criação da Câmata Técnica de Integração junto ao CNRH; e,
 
(ii) Palestra coma Profa. Enise Valentine, sobre o uso de obras de proteção costeira, como elemento de valorização do ambiente, agregando a elas o valor da surfabilidade. O projeto de uma estrutura desse tipo destinada à praia de Ipanema (Rio de Janeiro) está sendo desenolvido pela Profa. e foi premiado pelo Programa Rio-Inovação, fomentado pela FAPERJ - Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Considerando o cenário de mudanças climáticas globais e a conseqüente elevação do nível médio relativo do mar, esse projeto tem sido alvo de interesse de empresas ligadas a obras de proteção costeira, existindo inclusive a possibiidade do financiamento da construção de um protótipo, sob contrato de risco. Isso significa que o primeiro fundo artificial para surfe do Brasil (ou "surfódromo" - como chamamos aqui no Rio) poderá estar funcionando ainda em 2007.

Comissão Técnica - Engenharia de Sedimentos - No ano de 2007 foram realizadas três importantes atividades pela Comissão de Sedimentos da ABRH. A primeira, e mais importante, foi à realização do tradicional Encontro Nacional de Engenharia de Sedimentos realizado na sua sétima edição. O encontro teve como tema “Sedimentos o desafio da multidiciplinaridade” e contou com a participação de 150 pessoas onde foram apresentados 77 trabalhos científicos que refletem o esforço que a comunidade científica tem dedicado a este assunto.

Conjuntamente com a apresentação dos trabalhos científicos foram realizados conferências contando com a participação de palestrantes internacionais e várias mesa de discussões onde foram tratados assuntos como a demanda por informações na área de sedimentologia fluvial e também dos problemas ambientais relacionados com os sedimentos. Também paralelo ao encontro foram realizados dois mini-cursos onde foram tratados assuntos sobre Qualidade de Sedimentos e qualidade da água e outro sobre uso de equipamentos sônicos para medição de descarga sólida de sedimentos em suspensão. Por ocasião do encontro foi lançado também um CD onde se procurou reunir todos os trabalhos até agora apresentados desde o primeiro ENES.

A segunda principal atividade da Comissão de Sedimentos da ABRH foi à realização de um curso sobre Atualização em Sedimentometria Fluvial. Este curso teve como instrutores três pesquisadores do United States Geological Survey (USGS) e contou com a participação de alunos de diferentes Universidades brasileiras, Agência Nacional das Águas e CPRM.

Como terceira realização tivemos também a criação da uma página WEB onde estamos organizando informações referentes a Comissão como cursos e informações sobre laboratórios de Sedimentologia. Para o ano de 2008 a Comissão de Sedimentos pretende continuar aperfeiçoando esta página incluindo informações didáticas sobre a importância dos Sedimentos no Brasil quanto aos aspectos sócio-econômico e ambientais. Também se pretende incluir nesta página algumas publicações da área.

Para o ano de 2008 está previsto o lançamento de uma publicação da Comissão que irá constar alguns artigos apresentados no VII Encontro Nacional de Engenharia de Sedimentos e que foram selecionados pela qualidade científica desses trabalhos.

(Coordenação: Gustavo Merten)

Página da Comissão de Engenharia de Sedimentos.




Comissão Técnica - Águas Urbanas - Nos últimos anos, a Comissão Técnica das Águas Urbanas tem sido uma das mais atuantes, com destaque para a promoção de oficinas e simpósios voltados a um dos temas mais relevantes para a gestão dos recursos hídricos no Brasil. De fato, a importância do controle da poluição de mananciais e de rios e córregos que drenam as cidades brasileiras, assim como os problemas recorrentes de drenagem, ambos sempre relacionados à formas inadequadas de ocupação por famílias de baixa e baixíssima renda, assentadas em áreas de risco e fundos de vale, todos esses fatores conformando quadros críticos sobrepostos, demandam intervenções intergradas, de grande complexidade, com resultados que só virão em médio e longo prazos, como resultados de ações continuadas.

Assim, a CT - ÁGUAS URBANAS centrou suas atenções:

(i) em 2006, no desenvolvimento de projeto para subissão ao JCUD (Joint Committee on Urban Drainage) para organização do 12.o ICUD (International Conference on Urban Drainage), a ser realizado em Porto Alegre em 2007. O projeto foi aprovado e os encaminhamentos para sua organização já estão sendo feitos. Este evento deverá contar com uma participação bastante efetiva de associados da ABRH;

(ii) em 2007, na organização do VII ENAU, cuja chamada de trabalhos já está disponível no site www.eesc.usp.br/vii-enau. Durante o VII ENAU, alguns participantes da organização do ICUD estarão presentes, já trabalhando na organização do evento. O planejamento de atividades prevê, inicialmente, que o próximo ENAU seja realizado em Porto Alegre, em 2009, como uma prévia para o ICUD.

(iii) A CT-ÁGUAS URBANAS está tentando, ainda, publicar alguns trabalhos que foram selecionados durante o VI ENAU em Belo Horizonte. A idéia é que o lançamento desta publicação ocorra ainda durante o VII ENAU.

(Coordenador: Valdimir Caramori - )



Comissão Técnica - Hidrologia Subterrânea - Coordenação: Otto Rottuno - otto@hidro.ufrj.br).

Em seu informe a CT - Hidrologia Subterrânea destaca duas questões centrais:

            1. Quais são as variáveis estratégicas chaves para colocação em prática efetiva da nova lei de recursos hídricos/gestão descentralizada de bacias hidrográficas/obtenção de recursos públicos/ privados adicionais para apoiar projetos municipais/ regionais/ empresariais?

            2. Qual é a importância estratégica da hidrologia na graduação/pós-graduação em engenharia no papel de fronteira avançada de uma nova concepção de capacitação/ diagnóstico estratégico ambiental multidisciplinar, a ser posteriormente multiplicado pela associação brasileira de recursos hídricos para todo o país?

Para as respostas devidas, o primeiro item analisado pela CT – Hidrologia Subterrânea aborda o Contexto Hidrológico, em suas três esferas, a saber: atmosférica, terrestre e oceânica. Nas últimas décadas, significativos avanços têm sido obtidos nesse campo, notadamente com o desenvolvimento de modelos de simulação. No entanto, cabe ressaltar que a modelagem hidrológica com base física não deve estar dissociada do contexto de sua aplicação: a bacia hidrográfica e o seu respectivo gerenciamento. Nesse sentido, o documento da CT – Hidrologia Subterrânea enfatiza a necessidade de uma visão abrangente e abordagem multidisciplinar, como o estado da arte em gerenciamento de recursos hídricos no limiar do Século XXI.

Analisados sob uma visão sistêmica, os mananciais subterrâneos são tradicionalmente utilizados como fontes de abastecimento de água para o uso doméstico, industrial ou agrícola. A qualidade de suas águas, aliada à facilidade de extração em locais em escassez de águas de superfície, tem sido um fator importante e decisivo para o desenvolvimento de sistemas de extração em larga escala e de reduzidos custos visando satisfazer, quase sempre, demandas cada vez mais elevadas. A qualidade e quantidade das águas subterrâneas, entretanto, podem ser comprometidas caso a exploração não seja fundamentada em estudos preliminares de planejamento e uso sustentável dos mananciais.

Sob essa perspectiva, a Comissão reconhece que o Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) adota programas regionais que são desenvolvidos em unidades geográficas, onde os limites não necessariamente coincidem com o de uma bacia geográfica, e que requerem ações específicas à natureza de problemas regionais, como, por exemplo, as águas subterrâneas e as zonas costeiras.

Finalmente, destacam-se, a seguir, as principais linhas de pesquisa a serem perseguidas no tratamento científico da CT - Hidrologia Subterrânea:

            • interações entre águas superficiais e hidrologia subterrânea;

            • aspectos mercadológicos das águas minerais;

            • estudos de vulnerabilidade de aqüíferos;

            • escoamento e hidrogeoquímica de sistemas de água subterrânea não contaminados;

            • estudos isotópicos da origem e idade da água subterrânea;

            • movimento da água, gás e solúveis em zonas não saturadas;

            • medida e interpretação de parâmetros de transporte de contaminantes;

            • modelagem matemática de escoamento subterrâneo ou transporte de contaminantes em sistemas não fraturados;

            • características hidrogeológicas e modelagem do transporte de soluto em meios porosos fraturados;

            • técnicas e instrumentação para monitoramento hidrogeológico;

            • geoquímica na presença de água e métodos analíticos;

            • estudos hidrogeológicos e hidroquímicos em aterros sanitários, locais com derramamento e sistemas sépticos;

            • aspectos hidrogeológicos e hidroquímicos na disposição de resíduos radioativos;

            • hidrogeologia e hidrogeoquímica relacionada com resíduos de minas.

 

Comissão Técnica - Comissão de Energia - Coordenadora Luiza Cristina Krau de Oliveira

A primeira informação relevante sobre a CT - Energia refere-se à reestruturação da Comissão, agora sob a coordenação da Dra. Luiza Cristina Krau de Oliveira. A CT foi recomposta com os seguintes participantes:

Angela Livino - EPE - angela.livino@epe.gov.br 
Mônica da Hora - COPPE/UFRJ - dahora@rionet.com.br 
Fernada - CEPEL - fernanda@cepel.br 
Damázio - CEPEL - damázio@cepel.br 
Guilhon - ONS - guilhon@ons.org.br 
Mário Tadeu - USP - mtbarros@usp.br 
Paulo Sérgio - UNICAMP - franco@fec.unicamp.br 
Sónali - CHESF - sonali@chesf.gov.br 
Arlete Rodarte - ELETROBRÁS - rodarte@eletrobras.com 
Martha Sugai - COPEL - martha.sugai@copel.com 
Luiza Cristina - FURNAS - lckrau@furnas.com.br (Coordenadora)

Sobre os trabalhos da Comissão, encontra-se em debate e em início de elaboração um documento que será apresentado no Simpósio Norte - Centro-Oeste (Jun/2007) e no Simpósio Nacional da ABRH (Nov/07), sobre a Matriz de Energia Elétrica do país e Uso Múltiplo dos Recursos Hídricos. Dentre os itens que serão abordados, incluem-se:

Matriz Energética Nacional (foco na geração de energia elétrica); 
Participação regional na Matriz; 
Interação entre Políticas Públicas Setoriais; 
Principais impactos sociais e ambientais das fontes de geração de energia; 
Custos de produção e impactos tarifários para a produção de energia; 
Cenários com projeções de demandas por energia no país; 
Usos múltiplos da água e geração de energia.
Outros temas complementares, alguns de interesse regional mais específico (Usinas do Rio Madeira, p. ex.), também devem ser abordados.

Comissão Técnica - Gestão de Recursos Hídricos - Busca promover a informação e o debate dos aspectos institucionais e econômico-financeiros referentes ao gerenciamento de recursos hídricos, mediante a discussão disponibilizada on-line na Lista de Gestão. Coordenação: Anyônio Eduardo Lanna.

Comissão Técnica - Hidrologia do Semi-Árido - Coordenador Alain Silas 

No Simpósio Nacional de Recursos Hídricos em Curitiba, foi formalizada oficialmente a intenção de constituir uma nova comissão técnica da ABRH: Hidrologia do Semi-árido. No último dia 26/01/2007 o grupo dessa CT realizou uma reunião bastante produtiva na qual foi decidido:

1) realizar um workshop intitulado: "Modelagem hidrológica distribuida: uso de sensoreamento remoto; acoplamento com modelos de circulação atmosférica. A data prevista é de 9 a 11 de Maio 2007. O workshop será realizado em Natal;

2) consolidar as atividades da REHISA (Rede de Hidrologia do semi-árido) no âmbito do projeto BEER (Bacias Experimentais e Representativas) financiado pela FINEP, que abrange 07 grupos de pesquisas, através da realização de um encontro nos dias 11 e 12 de Abril em Campina-Grande, com o intuito de montar um sistema comum de informações utilizando as novas tecnologias de informação (TI);

3) dar início aos trabalhos do projeto de Cooperação Internacional para a região Semi-Árida, CISA, através da realização de um seminário internacional em Gravatá (PE), provavelmente no mês de Setembro. 

O grupo continua também a trabalhar sobre um livro de Hidrologia das regiões semi-áridas, sob a coordenação do Prof. Righetto, voltado a cursos de graduação. A intenção é lançar este livro no próximo Simpósio Nacional.
 
Comissão Técnica - Hidrometria - Coordenador Paulo Everardo Muniz Gamaro

Esta Comissão foi aprovada no Simpósio de Aracaju sob o formato de Grupo de Estudos Doppler. No Simpósio de Curitiba foi ampliada para Hidrometria, o que revela que os profissionais voltados ao tema vem trabalhando a, pelo menos, 06 anos. 

Em João Pessoa foram apresentados documentos que padronizam a Medição e a Analise desse tipo de aferição de vazões, que tende a substutuir as medições convencionais (molinete etc...). Foi tambem realizado o I Curso de Medição de Vazão Doppler, com o patrocinio da ANA e de ITAIPU. O Grupo, agora como CT, tem propiciado um envolvimento maior da ABRH no processo de transição do tipo de aquisiçao de dados básicos, assegurando maiores garantias na qualidade de informações básicas. 

Em 2006, a CT de Hidrometria viabilizou o II Curso de Medição de Vazão Doppler, patrocinado pela ANA, Itaipú e pela EPAGRI/SC, com o módulo básico de de operação destes medidores. Também foi ministrado um mini curso destes aparelhos, com enfase em sedimentos, no ENES, ocorrido no final de 2006. 

Para o exercício de 2007 estão previstos mais um curso do modulo basico e o primeiro modulo avançado, igualmente sobre os auspicios da ANA, Itaipú e EPAGRI, assim como, a apresentação do modulo basico para duas universidades. Em adição, estão sendo feitos estudos comparativos de diferentes frequencias, também para molinetes e estudos para correção em caso de fundo móvel.

Todas essas atividades geram relatorios e/ou trabalhos técnicos que têm sido apresentados nos Simpósios da ABRH e/ou no exterior.

Para o Simpósio de 2007, estuda-se uma mesa redonda ou um espaço adicional para que estes trabalhos sejam mais amplamente divulgados.



     


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